Participação do GEHM na XXXII Semana de Estudos Clássicos da UFRJ

A mesa do GEHM no evento se intitula “Quadros da Guerra Antiga e a Tradição Clássica”, que ocorrerá no dia 05 de Novembro, às 14h30, no auditório G-1 da Faculdade de Letras da UFRJ.

Sobre o Evento:

 “Em sua 32ª edição, a Semana de Estudos Clássicos apresenta o tema Antiguidade Clássica e Contemporaneidade: um diálogo permanente, que busca possibilitar relações entre os ideais inerentes à Antiguidade Clássica e o mundo moderno, em toda a sua complexidade e problemática contemporâneas. Os vários contextos, tanto do passado quanto do presente, servem para suscitar questões comparativas que determinam uma variedade de discursos cuja harmonia se faz na criação de um diálogo legitimado na eterna contemplação do passado na atualidade. Nesse sentido, a proposição do presente tema torna possível uma ampla participação de estudiosos das mais variadas áreas de conhecimento, mostrando que, em muitos momentos, tais especialistas se valeram da inesgotável fonte cultural da Antiguidade, como inspiração constante, cujo resultado é um diálogo permanente.”

 

Para resumos e outras informações, clique em “ler mais” abaixo.

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Resumos:

Sessão Coordenada

Quadros da Guerra Antiga e a Tradição Clássica

(Coord. Prof. Dr. Manuel Rolph De Viveiros Cabeceiras)

 

Os trabalhos a seguir fazem parte das pesquisas desenvolvidas no interior do Grupo de Estudos de História Militar (GEHM) vinculado ao Centro de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade da Universidade Federal Fluminense (CEIA-UFF). O grupo tem como objetivo o estudo da guerra e de sua prática como fenômeno cultural, tomando como base a perspectiva teórica desenvolvida nos trabalhos do historiador militar britânico John Keegan dialogando com as reflexões dos dias atuais sobre estratégia, tática e logística (endereço: www.gehmceiauff.org).

 

A vitória da taxis sobre a lýssa:
o surgimento da Falange Hoplítica

(Graduando Lucas Carvalhal Sirieiro, GEHM-CEIA-UFF)

Muitos estudos que abordam a transição da organização política grega para a estrutura políade tratam do surgimento da falange hoplítica como ponto chave na transformação, com o aumento do poder político das classes médias em detrimento da aristocracia, devido ao aumento de sua importância militar. Este trabalho visa analisar, pelo viés da História Militar proposta por John Keegan, o que mudou na hierarquia dos valores guerreiros do período homérico ao período clássico, enfatizando a questão da disciplina e contrastando dois importantes autores sobre o tema: Giovanni Brizzi e J.E. Lendon.

 

Guerra, Imperialismo e Perfidia na “Epistula Mithridatis

de Salústio: propaganda antirromana?

(Prof, Dr. Manuel Rolph De V. Cabeceiras, GEHM-CEIA-UFF / IGHMB)

Mitrídates VI Eupátor Dionísio ou Mitrídates o Grande rei do Ponto chegou a mover quatro guerras contra Roma: as Guerras Mitridáticas (88-84, 83-81, 74-68 e 66-63), nas quais arrebatou terras sob o domínio direto da República na Ásia e se assenhoreou da Bitínia, Capadócia e Frígia, impondo pessoalmente ou através de seus generais várias derrotas ao exército romano. Tendo tomado medidas marcadas por profundo antirromanismo como reação ao imperialismo de Roma no Oriente, a Epistula Mithridatica, a qual nos chegou entre os fragmentos das “Historiae” de Salústio, escritas entre 39 e 35 a.C. é tida como peça desta propaganda ao retratar perfídia como característica central da ação romana, resultando em uma representação diametralmente oposta à imagem construída de si pela elite romana.

 

Antiguidade Clássica e Arquearia

no humanismo de Roger Ascham

(Graduando Hiram Alem, NIELIM-UFRJ / GEHM-CEIA-UFF)

O humanista Roger Ascham, erudito inglês do século XVI, passou boa parte de sua vida procurando um patrono. Este veio a encontrar apoio no rei Henrique VIII, ávido amante da arquearia, com a publicação de seu Toxophilus, isto é, “amante dos arcos”. Após apresentá-lo ao rei quando este voltava de uma campanha bem-sucedida em território francês, Ascham é agraciado com uma pensão anual de £10. Posteriormente, o humanista será indicado para ser o tutor de grego das rainhas Maria I e Elizabeth I, assim como a posição de secretário para ambas.

A obra de Ascham, longe de ser apenas um presente direcionado ao rei, está inserida em um contexto de debate acerca da prática da arquearia, que supostamente encontra-se em declínio. Assim, em seu Toxophilus, o autor defende apaixonadamente a prática do tiro com arco, bem como legitimando-a através de figuras mitológicas, literárias e históricas da antiguidade clássica, indo dos feitos de Apollo até a batalha de Carras (53 a.C.).

 

 

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